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ALÉRGENOS ALIMENTARES: VOCÊ PRECISA CONHECÊ-LOS

O termo “alergia” é usado para descrever uma reação imunológica a uma substância estranha, denominada de alérgeno, que pode afetar tanto crianças quanto adultos. Os principais alérgenos alimentares são de natureza proteica. Entre os alimentos mais comuns de causar alergia estão os cereais que contêm glúten, leite, soja, peixes, crustáceos, ovos, castanhas, nozes e amendoins.

É comum pensar que alergia e intolerância alimentar têm o mesmo significado, mas são diferentes. As reações alérgicas envolvem mecanismos imunológicos que podem ou não ser mediados pela IgE (Imunoglobulina E), tendo como característica a rápida liberação de mediadores, como a histamina, que causam vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular (edema) e contração da musculatura lisa (tanto brônquica como gastrointestinal). Já o termo “intolerância alimentar” refere-se a qualquer resposta anormal a um alimento ou aditivo, sem envolvimento de mecanismos imunes.

Vamos conhecer um pouco mais sobre os principais alérgenos.

Glúten: é a principal proteína presente na aveia, no trigo, centeio e malte (subproduto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. O glúten é uma mistura das proteínas individuais classificadas em dois grupos: as prolaminas e as gluteninas. O prejudicial e tóxico ao intestino são as “partes do glúten” que recebem nomes diferentes para cada cereal; no trigo é a gliadina, na cevada é a hordeína, na aveia é a avenina, e no centeio é a secalina. O malte, por ser um produto da fermentação da cevada, apresenta também uma fração de glúten.

Leite de vaca: é um dos alimentos que mais causam alergias alimentares. Possui três principais alérgenos: caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina. Rinite, coceiras na pele e distensões abdominais são os sintomas mais frequentes. O leite de outros animais também pode ser alergênico para os indivíduos com alergia ao leite de vaca. O leite é ótima fonte de cálcio, então, acrescente à dieta agrião, rúcula, espinafre, brócolis, couve, ameixa seca, gergelim, amêndoas e aveia, que são ricos neste nutriente.

Soja: a soja em si é considerada um “alérgeno alimentar clássico”, ou seja, é um dos alimentos a que as crianças têm normalmente reações alérgicas. Mais da metade de todas as alergias provocadas pela soja é causada por uma proteína, chamada P34. Fique atento aos ingredientes, pois lecitina de soja e óleo de soja altamente refinado não são rotulados como alérgenos pela FDA (Food and Drug Administration), órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos alimentos. É bastante provável que você não precise excluir a lecitina de soja da dieta, mas por segurança converse com seu médico.

Peixes e frutos do mar: alergia a peixes e frutos do mar (camarão, siri, caranguejo, lagosta, lula, marisco, mexilhão) é frequente em crianças e adultos. Embora os sintomas sejam semelhantes aos de outros alimentos, estão entre os que ocasionam as reações mais graves. Pode ocorrer inchaço nos lábios, na faringe e laringe (edema de glote), urticária (erupções vermelhas na pele) e coceira.

Ovos: as proteínas dos ovos, juntamente com as do leite, são as que causam maiores problemas alérgicos. A proteína da clara (albumina) ou, mais especificamente, a ovoalbumina, que constitui 54% da proteína total da clara, é a maior causadora das alergias; a gema é normalmente bem tolerada. Além da albumina, os principais alérgenos da clara do ovo já identificados são o ovomucoide e a conalbuminal.

A alergia ao ovo pode ser classificada como mediata ou tardia. A primeira ocorre em até quatro horas após a ingestão do ovo, e a segunda ocorre em período superior a este espaço de tempo.

Dica: em receitas você pode substituir o ovo por um gel feito a partir de sementes de linhaça ou chia. Para cada ovo a ser substituído, utilize 1 colher (sopa) de semente de chia ou de linhaça (ambas batidas até virar farinha) + 3 colheres (sopa) de água. Deixe de molho por 5 a 10 minutos. Quanto mais deixar, mais espessa ficará a mistura. Depois, é só juntar com os outros ingredientes.

Nozes, castanhas e amendoins: as principais substâncias causadoras da reação alérgica são as aflatoxinas, que consistem em um grupo de compostos tóxicos produzidos por certas cepas dos fungos Aspergillus flavus ou Aspergillus parasiticus. Em condições favoráveis de temperatura e umidade, estes fungos crescem em certas rações e alimentos, resultando na produção das aflatoxinas.

Para as alergias alimentares não temos ainda nenhum medicamento ou enzima. O tratamento consiste na retirada total do alimento que está causando a alergia. E não pense que pode “comer só um pedacinho”, pois os sintomas aparecem independente da quantidade do alérgeno que você consumiu. Para não empobrecer sua alimentação, invista em fontes proteicas ou suplementos proteicos que não causam alergias, como arroz, ervilha, amaranto e quinoa.

Fonte: Jaqueline Fagundes – Nutricionista

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