Posted by Mundo Verde on 1 de março de 2010
Incluir gorduras do bem na sua dieta é uma maneira saudável de reduzir os riscos de doença do coração.
Entre os principais alimentos, os óleos vegetais são rica fonte de gorduras insaturadas, auxiliam na redução dos níveis de colesterol, triglicérides e pressão arterial.
Os óleos devem preferencialmente ser usados crus, em saladas. Não devem ser aquecidos até soltar fumaça, pois, neste caso, há formação de substâncias tóxicas, como a acroleína. São mais indicados os óleos prensados a frio e não refinados que mantêm o sabor, cor e nutrientes, devendo ser utilizados em saladas e pratos depois de prontos.

Veja a lista com os óleos vegetais que as nutris da Rede Mundo Verde, Bruna Murta e Flávia Morais, prepararam:
- Azeite de oliva extravirgem: fonte de compostos fenólicos com alta atividade antioxidante. Pode ser utilizado em vários tipos diferentes de pratos, dando um toque especial e saboroso.
- Óleo de amendoim: de alto valor nutritivo, se destaca pela grande concentração de vitamina E. Excelente para pratos especiais e saladas.
- Óleo de canola: contém o equilíbrio ideal dos ácidos graxos essenciais ômegas 3 e 6. Possui também alta quantidade da gordura monoinsaturada ômega 9. Tem menos gordura saturada que qualquer óleo comestível comumente utilizado. Indicado para cozimento, para fazer molhos e sobremesas, pois apresenta alto ponto de fumaça.
- Óleo de coco: o ácido láurico compõe aproximadamente 50% da gordura do coco. Este óleo é fonte, também, de ácido caprílico. Tem ação antioxidante e é fonte de triglicerídeos de cadeia média (TCM). Substituto da manteiga, margarina e dos outros óleos nas receitas culinárias. Excelente quando misturado nas vitaminas, shakes, mingau de aveia, nas batatas e nos legumes cozidos, no arroz e nas massas.
- Óleo de gergelim: fonte de ômegas 3, 6, 9 e vitamina E, antioxidante que protege as células da ação dos radicais livres. Usado em saladas, pratos frios e massas.
- Óleo de girassol: fonte importante de ômega 6 e de vitamina E. Possui sabor leve e agradável, tendo ótima aplicação culinária, combinando com diversas receitas. Utilizado a frio, diretamente sobre os alimentos e em molhos para saladas ou ainda em cozimento rápido em baixas temperaturas.
- Óleo de linhaça: fonte de ômegas 3 e 6 na proporção ideal. Ótimo para saladas e pratos frios. Pode ser misturado na proporção de 2 de azeite para 1 de óleo de linhaça e usado para temperar saladas.
- Óleo de macadâmia: um dos óleos mais usados pelos chefes de cozinha devido ao seu delicioso sabor. Fonte de ômegas 7 e 9. Usado em diversas preparações, saladas e refogados.
- Óleo de soja: fonte de ômegas 6 e 3. Devemos preferir os prensados a frio. Usado largamente na culinária. Ótimo para saladas e pratos frios.
Posted by Mundo Verde on 26 de fevereiro de 2010
Há algum tempo postamos um material sobre a intolerância a lactose e muitos leitores pediram mais informações sobre o consumo de leite e derivados. Por isso, a nutricionista da Rede Mundo Verde, Flávia Morais, preparou um material sobre esta bebida tão presente na mesa dos brasileiros.

Apesar de ser considerado por muitos um alimento base da alimentação, o leite pode ser um dos principais causadores de alergias alimentares e problemas de digestão.
Pesquisas apontam que grande parte da população adulta tem, em maior ou menor grau, intolerância a lactose. A lactose é um açúcar presente no leite que depende de uma enzima chamada lactase para ser digerida, porém a produção desta enzima vai diminuindo com a idade tornando o leite um alimento de difícil digestão, causador de flatulência e diarréia.
Não só a lactose, mas também a proteína do leite pode contra indicar seu consumo. A proteína do leite é de difícil digestão. Esta proteína não digerida faz com que o nosso sistema imunológico responda e crie anticorpos contra essa proteína acarretando em alergias que podem se manifestar na forma de rinite, sinusite e outras inflamações.
Apesar de considerado por muitos uma excelente fonte de cálcio, esse cálcio não é bem absorvido pelo nosso organismo.
É possível substituir o leite por bebidas vegetais de digestão mais fácil, como o leite de arroz, leite de quinua, leite de aveia, leite de amêndoas e incluir no cardápio alimentos fontes de cálcio melhor absorvidos pelo organismo, como o gergelim, o painço e as folhas verdes escuras, como couve.
Para a minoria que digere bem o leite a alternativa desnatada tem menos gordura, menor valor calórico e uma quantidade de cálcio levemente maior se comparada as versões semi-desnatada ou integral.
Para quem quer experimentar um novo tipo de leite na alimentação, abaixo segue uma receita de extrato de aveia:
Extrato de aveia (tipo leite)

Ingredientes:
- 1 xícara de aveia em flocos finos
- 3 xícaras de água mineral
- 1 colher de chá de extrato de baunilha ou 1 tâmara.
Modo de preparo:
- Juntar a aveia e a água mineral numa panela, levar ao fogo até levantar fervura.
- Tirar do fogo, deixar esfriar um pouco e bater no liquidificador com a baunilha ou a tâmara.
- Coar num pano.
- Se ficar muito grosso adicionar mais água.
- Guardar na geladeira.
O extrato de aveia não tem lactose, ou proteína do leite. Pode substituir o leite de vaca em receitas de vitaminas de frutas, pães, biscoitos, bolos, panquecas, sopas cremosas, purê de batata etc.
Experimentem e digam pra gente o que acharam!
Vocês podem ler mais sobre a intolerância a lactose aqui e aqui.
Posted by Mundo Verde on 24 de fevereiro de 2010
Recebemos da fundadora da Rede Mundo Verde, Isabel Antunes Joffe, uma indicação de leitura sobre corantes alimentícios, suas principais características e modos de utilização.

Alimentos coloridos são muito mais atrativos para a visão e o paladar. Mas quando os não possuem cor naturalmente, os corantes têm papel fundamental.
Publicaremos aqui no blog uma versão editada com as informações mais importantes, confiram:
Os corantes são substâncias que transmitem aos alimentos novas cores ou exaltam as que eles já possuem, com a finalidade de melhorar o seu aspecto.
A função dos corantes é “colorir” os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor.
Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência têm um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor e cor de laranja é muito mais agradável de beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.
Existem, entretanto, razões de ordem técnica para se colorir os alimentos, destacando-se as seguintes:
- Restaurar a cor dos produtos cuja coloração natural foi afetada ou destruída durante o processamento;
- Uniformizar a cor dos alimentos produzidos a partir de matérias-primas de origem diversa;
- Conferir cor a alimentos incolores.
Corantes naturais X Corantes artificiais

A notória simpatia dos consumidores pelos ingredientes de origem natural tem feito nos últimos anos um conjunto de indústrias de formulação de aditivos alimentícios prosperar e investir em pesquisa e desenvolvimento. Os felizardos são os fornecedores de corantes naturais, insumos com função estética e de grande importância para a indústria de alimentos, onde são utilizados para deixar os produtos com cores mais sedutoras para o consumo.
A tendência “natureba”, mais forte no exterior mas aos poucos tomando corpo no Brasil, fez as principais empresas e centros de pesquisa do ramo quebrarem um pouco a cabeça para deixar os corantes naturais mais estáveis à luz e ao calor, para desenvolver novas aplicações e superar problemas de fornecimento. Foi um esforço concentrado e que se aproveitou da cautela mundial com os corantes sintéticos, contra os quais vários estudos ao longo dos anos vêm apontando problemas de alergia e outros malefícios à saúde.
A literatura científica, aliás, é farta em apontar cuidados com a ingestão dos sintéticos, a despeito do ainda grande uso deles pelos produtores de alimentos e bebidas processadas. Esses corantes são pigmentos ou tintas sintéticas do grupo azóico, sendo a maior parte delas sintetizada a partir do alcatrão do carvão mineral.
As pesquisas, além de alertar sobre os limites de tolerância dos corantes permitidos, já fizeram vários sintéticos serem proibidos pela maior parte dos países. A publicação de estudos do Codex Alimentarius, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), já fundamentou a banição de alguns corantes por ministérios da saúde de todo o mundo, inclusive o brasileiro.
No momento, a legislação brasileira, atualizada com boa parte das leis internacionais e seguindo as recomendações multilaterais da FAO (Food and Agriculture Organization), permite apenas oito sintéticos e mais cinco sintéticos idênticos aos naturais. A permissão é condicionada à indicação nos rótulos sobre a sua condição sintética e sobre a ingestão diária aceitável.
[...]
Muitos dos aditivos naturais possuem também características funcionais e não só estéticas. Os carotenos naturais, como os extraídos de cenouras e palma, são agentes antioxidantes, assim como as antocianinas. A luteína evita a chamada mácula da retina dos olhos e o licopeno é comprovado como antídoto do câncer de próstata. E o próprio nacional urucum, segundo pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, tem demonstrado eficácia no combate a diabetes e ao colesterol alto. Mais um ponto a favor dos corantes naturais na briga com os sintéticos.
O texto na íntegra está disponível aqui. E o site da Anvisa também contém informações relevantes sobre o assunto. Informe-se e procure ingerir alimentos coloridos com corantes naturais!
Posted by Mundo Verde on 19 de fevereiro de 2010
Todo mundo sabe que para uma pele bonita e saudável é preciso evitar o sol, especialmente nos horários de pico, e usar protetor solar mesmo em dias nublados.
Mas com certeza muitos de vocês passaram o Carnaval na praia aproveitando ao máximo o calorão deste verão. Por que então não dedicar este fim de semana pós-folia ao cuidado com a pele que ficou exposta aos raios solares?

Hidratar-se e comer mais frutas e hortaliças é a recomendação número 1 desse momento de recuperação da pele. Água nunca é demais, não espere sentir sede para beber. Chás e sucos naturais também são aliados da pele saudável.
Hidrate a pele também com um creme específico para seu tipo (oleosa, seca, mista) e escolha loções naturais que cuidam do seu corpo e do meio-ambiente (para ler mais sobre cosméticos naturais, clique aqui).
Ao sair na rua, mesmo se não estiver na praia, proteja-se com o um filtro solar adequado ao seu tipo de pele e use e abuse de chapéus e óculos de sol. Para tirar dúvidas quanto ao protetor para o seu caso, consulte um dermatologista.
Os lábios também devem ser protegidos com protetores labiais adequados, assim como os cabelos. Existem diversos cosméticos no mercado destinados à recuperação dos fios, mas dê preferência àqueles que utilizam matéria-prima orgânica. Quanto mais natural, melhor!
Com essas dicas, sua pele ficará macia, saudável e com aquele aspecto bonito que todos queremos ter após o verão!

Texto adaptado de artigo da especialista em Dermatologia Renata Antunes Joffe.
Posted by Mundo Verde on 17 de fevereiro de 2010
Se antes do Carnaval demos dicas de alimentos que beneficiam a pele na hora de pegar sol, agora é hora de ajudá-los a recompor a saúde do organismo com uma alimentação equilibrada após a folia.

Vejam as dicas de alimentos energizantes para reforçar as suas refeições e combater a indisposição, preparada pelas nutricionistas da Rede Mundo Verde Natalia Lautherbach e Thais Sousa:
- Cereais integrais: são altamente energéticos, já que são fontes de carboidratos, que fornecem o principal combustível para fornecimento de energia para nossas células, a glicose. Granola, flocos de aveia, quinua e amaranto são excelentes opções para adicionar em sucos, vitaminas, iogurtes e saladas de frutas;
- Chá verde: além de ser um estimulante para o cérebro, o chá verde possui ação termogênica, acelerando o metabolismo e favorecendo a eliminação de calorias;
- Sementes oleaginosas: além de fornecerem energia para o corpo, são fontes de gorduras monoinsaturadas que protegem o coração. São elas: castanha de caju, castanha do Brasil, amêndoas, nozes, avelãs e pistache;
- Frutas: são opções pouco calóricas e com elevado potencial energético. As frutas secas, como tâmaras, damascos, figos e ameixas também podem ser incluídas em seu cardápio;
- Leguminosas: soja, feijão, lentilha e grão de bico são ricas em carboidratos, fornecendo energia e aumentando a disposição física e mental;
- Guaraná em pó: além de seu elevado teor de cafeína, o guaraná em pó é fonte de antioxidantes que combatem os radicais livres;
- Geléia real: é rica em vitaminas e minerais, altamente energética, promove a sensação de bem-estar e é fonte de antioxidantes;
- Levedo de cerveja: fonte de vitaminas do complexo B que participam de diversas reações no organismo, inclusive aquelas responsáveis pelo fornecimento de energia para o organismo;
- Mel de abelha: fornece energia rápida para as células, já que é prontamente absorvido pela corrente sangüínea ao ser digerido. Mas, por ser calórico, deve ser consumido com moderação.
Além de consumir estes alimentos, é de extrema importância realizar refeições a cada 03 horas para evitar a queda de glicose no sangue e a falta de energia para o organismo.
O consumo adequado de líquidos sob a forma de água, sucos de frutas naturais e água de coco também é importante, pois evita a desidratação, situação que promove indisposição e letargia.
Posted by Mundo Verde on 12 de fevereiro de 2010
Carnaval com esse calor é um convite à praia.
Pensando nisso, as nutricionistas da Rede Mundo Verde prepararam uma lista de produtos que colaboram para o bronzeamento saudável da sua pele e ainda ajudam a protegê-la no sol.

Confira a lista e prepare-se para ficar mais bonito e saudável na folia do Carnaval:
- Ácido alfa lipóico: apresenta ação antiinflamatória, ameniza a vermelhidão da pele no pós-sol e de cicatrizes. É encontrado em grãos integrais e óleos;
- Betacaroteno: antioxidante para pele, evita manchas pós-sol. Encontrado em vegetais e frutas de tom amarelo, alaranjado e em folhas escuras, tais como: cenoura, batata-doce, abóbora, papaia, manga, carambola, nectarina, pêssego, espinafre, brócolis, couve, chicória, escarola, agrião e ervilha;
- Cacau: possui flavonóides, melhora a superfície da pele e hidrata;
- Chá Verde: rico em antioxidantes, atua na proteção da pele e no retardo do envelhecimento precoce;
- Licopeno: antioxidante que, ao ser absorvido, ajuda a impedir e reparar os danos às células causados pelos radicais livres. Encontrado em alimentos como tomate, melancia, pitanga, goiaba e morango;
- Colágeno: apresenta importante função estrutural, melhora a elasticidade da pele e combate a flacidez;
- Vitamina E: atua na proteção da pele, por apresentar ação antioxidante. Encontrada em óleos vegetais (amendoim, soja, palma, milho, girassol) e no gérmen de trigo. As nozes, as sementes, grãos integrais e os vegetais de folhas verdes também fornecem vitamina E.
E veja a dica das nutris Natalia Lautherbach e Thais Sousa para amenizar as olheiras e as dores nos pés após o Carnaval:
Se exagerar durante a folia e não der ao corpo o descanso merecido, podem surgir as temidas olheiras. Para disfarçá-las, faça um chá de camomila e coloque-o para gelar. Coloque uma gaze embebida com o chá gelado na região abaixo dos olhos. Deixe agir por 10 a 15 minutos para ocorrer vasoconstrição e suavizá-las.
Ao chegar em casa, os pés também requerem cuidados especiais. Um escalda-pés de argila com sal grosso e ervas pode aliviar o inchaço e ajudar a relaxar.
Aproveite a folia com saúde e bem-estar!