O Dia Mundial dos Animais é comemorado em 04 de outubro, nascimento de São Francisco de Assis. Mas aqui no Brasil o dia 14 de março também é uma data comemorativa dedicada aos bichos que habitam nosso Planeta.
Boa parte dos defensores dos animais adotada também uma dieta vegetariana ou vegana e assume a luta pela redução do consumo de carne no Planeta. A preservação do meio-ambiente e do habitat natural em que vivem também é uma das causas que mais possuem adeptos, assim como a defesa da vida dos bichinhos.
Para fazer sua parte, muitas vezes basta não ficar calado diante da maldade e dos maus tratos. Confiram abaixo um texto de Alselmo Padula que explica como proceder em casos de denúncias a favor dos animais, e o que diz a legislação brasileira sobre o assunto.
Conhece algum animal que sofre maus tratos? Como proceder com segurança para evitar o sofrimento.
Maltratar animais é crime: Lei Federal de 12/2/1998. Considera-se maus tratos bater, deixar preso o dia inteiro, não tratar de animal doente, submetê-lo a trabalho forçado (prática comum em carroças), abandonar, não fornecer abrigo, água e comida. Fique atento, cão latindo o dia inteiro, exceto com raras exceções, é negligência do dono.
Como denunciar maus tratos
Às vezes os maus tratos ocorrem por ignorância e não maldade. Tente conversar ou mande carta anônima. Se não surtir efeito, vá à delegacia relatar o caso, se possível com fotos, filmagens e/ou testemunhas. Não tenha medo de denunciar, pois se houver processo judicial, o mesmo ficará em nome do Estado, que, segundo o Decreto Lei 24645, de 1934, artigo 1: “Todos os animais do País são de tutela do Estado”.
Normalmente essas leis não são muito usadas nas delegacias, por isso se quem o atender poderá desconhecer ou se recusar a fazer B.O. ou Termo Circunstanciado. Nesse caso, cite a Lei 9605, artigo 32, sobre maus tratos a animais. Se mesmo assim houver recusa, o atendente estará descumprindo a lei e cometendo crime de negligência e prevaricação previsto no artigo 319 do Código Penal.
Crueldade com animais silvestres
No caso dos animais silvestres a crueldade também está presente. Em sua maioria estes são expostos à beira das rodovias em feriados prolongados, na esperança de atrair turistas, mas também há comercialização nas aglomerações dos grandes centros e até em lojas.
Muitos animais são traficados para satisfazer o gosto de pessoas ignorantes e mimadas. Há pessoas que compram o animal por pena, mas fazendo isso estarão incentivando o tráfico. A melhor coisa a fazer nesse caso é denunciar na mesma hora para o IBAMA ou PM – ambiental. Os traficantes de animais estão burlando a lei, e não tem escrúpulos para conseguir algum dinheiro com os ignorantes.
Pássaros são transportados dentro de apertados canos de PVC ou colocados aos montes em gaiolas onde não podem se mexer; às vezes são forçados a ingerir bebida alcoólica e tomar calmantes. Em alguns casos, tem os olhos perfurados, tudo para demonstrar que são dóceis. Cobras, jabutis, lagartos e outros também sofrem abusos, pois muitas vezes são colocados em sacos plásticos para transporte e morrem asfixiados. Às vezes o comprador desses animais se arrepende por ver que o animal deixou de ser dócil e o coloca em outra mata que não é seu local de origem, ocasionando a morte do animal por não se adaptar ao ambiente ou por ser vítima de predador.
De todos os animais traficados, 90% morrem no transporte por estresse, fome, sede e asfixia. Felizmente quando ocorre fiscalização, nenhum desses artifícios dos traficantes de animais consegue ludibriar a polícia que não deixa passar nada despercebido. Hoje a polícia é conhecedora da causa animal e simpática a ela devido ao crescente número de denúncias.
Quando você se cala, encoraja o agressor e não tira a vítima do sofrimento.
Que o dia 14 de março sirva de reflexão para o início de uma atitude pela vida dos animais! Preserve o Verde, a Natureza e os Animais. O Mundo é seu.
O ciclo dos 3 Rs reúne três ações básicas que devem nortear todos os segmentos da nossa vida, todas as nossas atitudes e ações em prol do meio ambiente.
A Rede Mundo Verde incentiva as práticas de Reutilização, Redução e Reciclagem de diversas formas mas, especialmente, no combate ao uso indiscriminado de sacolas plásticas. Desde 2003 fazemos uso das ecobags em diversas ações promocionais. Já foram lançados vários modelos. Os dois últimos, lançados em setembro de 2009, traziam a mensagem “Eu amo o Mundo” e ainda podem ser encontrados nas diversas lojas da rede pelo Brasil.
No próximo mês, a Rede Mundo Verde vai lançar novas sacolas em material oxibiodegradável. O novo material, depois de descartado no ambiente, decompõem-se em aproximadamente 60 dias, pois possui uma estrutura molecular que acelera sua degradação.
Dicas para colocar o ciclo dos 3Rs em prática:
REUTILIZE as sacolas plásticas em sua casa ou em suas compras. Ao invés de aceitar novas sacolas, reutilize as que você já possui.
REDUZA o consumo das sacolas plásticas. Uma boa sugestão é a utilização das ecobags. Tenha sempre uma a mão, além de bonitas e ecologicamente corretas são duráveis, fáceis de limpar e econômicas para você e para o mundo.
RECICLE as sacolas plásticas não reutilizadas. A reciclagem tem como principais vantagens: redução da poluição, economia de energia, melhoria na limpeza das cidades, diminuição da extração de recursos naturais, além da geração de empregos.
Em sintonia com a preocupação ambiental do ciclo dos 3 Rs está a campanha mundial da WWF, a Hora do Planeta.
Conhecida globalmente como Earth Hour, essa iniciativa tem como objetivo a conscientização sobre as mudanças climáticas.
No sábado 27 de março de 2010, às 20h30, a WWF convida pessoas, empresas, comunidades e governos a apagarem suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. E o Mundo Verde apóia esta ação!
Ano passado, um total de 113 cidades brasileiras, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta 2009. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos.
Saiba mais sobre a Hora do Planeta na página da WWF clicando aqui. Veja abaixo o vídeo da Hora do Planeta 2009:
Ontem, dia 2 de fevereiro, foi comemorado o Dia Mundial das Áreas Úmidas.
No portal da ONG WWF, as áreas úmidas são definidas como “complexos ecossistemas que englobam desde as áreas marinhas e costeiras até as continentais e as artificiais. Alguns exemplos são os lagos, manguezais, pântanos e também áreas irrigadas para agricultura, reservatórios de hidrelétricas etc. Ao todo, são classificados 42 diferentes tipos de zonas úmidas”.
Essas áreas alagáveis foram assim definidas durante a Convenção de Ramsar, realizada em 1971, no Irã. Na Convenção foi assinado um tratado intergovernamental que determinou o início das ações nacionais e internacionais para a conservação e o uso sustentável das zonas úmidas e de seus recursos naturais. O Brasil é um dos 150 países que assinaram o tratado.
O Pantanal brasileiro é a maior área úmida continental do planeta e além dele o Brasil possui outras 7 áreas úmidas espalhadas pelo território nacional: Estação Ecológica Mamirauá (AM), Ilha do Bananal (TO), Reentrâncias Maranhenses (MA), Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luz (MA), Lagoa do Peixe (RS) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT).
As áreas úmidas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ecológico e para o combate dos efeitos das mudanças climáticas. Em 2010, o tema do Dia Mundial das Áreas Úmidas foi Cuidar das áreas úmidas: uma resposta às mudanças climáticas.
A WWF disponibiliza uma vertsão em português da cartillha do Dia Mundial das Áreas Úmidas, na qual é possível obter mais informações sobre as ações de preservação desses biomas. Clique aqui para acessar o documento.
E se você, leitor do Blog Mundo Verde, mora em uma região de áreas úmidas, mande para o e-mail blog@mundoverde.com.br uma foto e um depoimento sobre o que você faz para colaborar com a preservação dessas regiões tão importantes para a saúde do planeta!
Recebemos da fundadora da Rede Mundo Verde, Isabel Antunes Joffe, uma dica de leitura sobre os selos de ceritificação ecológica.
O material completo pode ser acessado no Blog Ecodesenvolvimento. Reproduzimos aqui algumas partes para que vocês conheçam mais os diferentes tipos de selos e quais critérios de responsabilidade social e ambiental são avaliados para que um bem ou produto seja considerado “verde”.
ECOCERT: certifica produtos e serviços vegetarianos, produtos orgânicos e insumos.
O critério básico para receber o selo é um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos nos alimentos processados, já para ser garantido como um cosmético orgânico, o produto deve ter ao menos 95% de ingredientes vegetais e 95% destes ingredientes devem ser orgânicos certificados – no caso de cosméticos naturais, 50% dos insumos vegetais devem ser orgânicos. A certificação também pondera o comércio justo, o bem estar animal e a responsabilidade da empresa com o social e o meio ambiente.
Verifica os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais em torno do produto. Por exemplo, se a sua origem do produto é um processo produtivo ecológica e socialmente responsável, se ele obedece às leis ambientais, se respeita os direitos dos povos indígenas e tem regularização fundiária.
A empresa brasileira desenvolve atividades de inspeção e certificação agropecuária, de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo (Fair Trade), além disso, a certificação sugere que a fabricação daquele produto obedece ao Código Florestal Brasileiro e às leis trabalhistas. Os produtos industrializados devem ter ao menos 95% de ingredientes orgânicos certificados – a água e o sal são desconsiderados nesse cálculo, tanto para cosméticos quanto para alimentos.
O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema que estipula padrões para a construção civil se adequar à construção sustentável. O objetivo é incorporar e acelerar o uso de práticas benéficas tanto para a sociedade como para o meio ambiente em escala mundial. Desenvolvida pela consultora norte-americana USGBC (U. S. Green Building Council), a certificação sofre criticas por basear sua avaliação em projeções de consumo da construção, e não em dados reais.
Através do seu programa de certificação agrícola, o instituto é o representante brasileiro da Rede de Agricultura Sustentável (RAS) ou Sustainable Agriculture Network (SAN), que define critérios de desempenho ambiental, social e econômico para avaliar a produção agrícola – se os produtores respeitam a biodiversidade e os trabalhadores rurais envolvidos no processo.
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PROCEL:certifica equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.
O selo Procel tem por objetivo indicar os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim a redução do consumo de energia elétrica. No processo de concessão do Selo Procel, a Eletrobrás conta com a parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro, executor do Programa Brasileiro de Etiquetagem-PBE, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia –ENCE.
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USDA – United States Department of Agriculture: certifica produção vegetal/animal ou projetos de extrativismo ou comercialização.
A certificação avalia se a produção ou o manejo está em conformidade com a Lei de Produção de Alimentos Orgânicos, estabelecida no território estadunidense. Apesar de ter em sua determinação algumas brechas (como a permissão de 20% da alimentação dos animais ser de fontes não orgânicas), a lei vigora o respeito critérios do plantio, como uma lista nacional de substâncias sintéticas aprovadas e regras para a importação de produtos equivalentes.
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Além de localizar esses selos nos produtos e bens que você consome, fique atento também às dicas de leitura de rótulos nutricionais, para saber se o alimento consumido está dentro dos padrões de nutrição necessários para uma vida saudável.
Semana passada falamos aqui no Blog sobre o Quiz Pegada Ecológica, da WWF, no qual podemos responder a um questionário e depois saber qual é o “peso” da nossa pegada no Planeta.
Alguns leitores do blog – e até mesmo nós da equipe Mundo Verde – ficamos um pouco surpresos com o resultado: precisaríamos de dois ou três “Planetas Terra” para suportar as consequências dos nossos hábitos de vida e de consumo.
Ao invés de desanimar com o resultado, fomos atrás de outros projetos que possam nos ajudar a melhorar nossos hábitos e colaborar com o Planeta. A nutricionista da Rede Mundo Verde, Flávia Morais, nos lembrou do Projeto Click Árvore, que apóia o reflorestamento da Mata Atlântica.
No portal, é possível “plantar” árvores virtuais com apenas um clique. A cada clique, uma árvore é paga pelos colaboradores do site e plantada (de verdade) em uma área de reserva da Mata. O projeto é uma realização do SOS Mata Atlântica, do Instituto Ambiental Vidágua e da Editora Abril, e já plantou mais de 23 mil árvores.
Para fazer sua parte, é só preencher o cadastro e efetuar login. Então, clique no símbolo localizado no meio da página e sua árvore já será plantada. No site também é possível fazer doações e acompanhar outros projetos desenvolvidos pelo Click Árvore. Eles também fazem promoções com os usuários cadastrados, o que torna todo o processo ainda mais bacana.
O site é muito interessante. Depois de logado, você tem acesso a um painel onde é possível verificar quantas mudas você pode plantar, e qual empresa é responsável pelo plantio da sua árvore. Você também acompanha para onde foram as mudas que você plantou virtualmente.
O site tem animações que mostram o local do plantio antes e depois das árvores. E ainda é possível comprar mudas e pagar por meio de Boletos (cada muda no valor de R$1,20). São diversos detalhes que, além de entreter, ajudam a salvar nosso Mata nativa.
E você, conhece outros projetos semelhantes? O que faz para aliviar as pegadas que deixamos na terra? Deixe um comentário ou escreva para blog@mundoverde.com.br. Mande um artigo ou dica de projeto, demonstre seu amor pelo Mundo. Quem sabe seu texto não aparece em nossa seção “Partilhe bem-estar?”.
Depois de dias na praia pegando um bronzeado, nossa pele reage aos efeitos do sol e nem sempre fica com a aparência saudável que desejamos.
Cuidados com a pele devem ser redobrados após a exposição ao sol
Pensando nos cuidados necessários com a pele durante o verão, a nutricionista da Rede Mundo Verde, Bruna Murta, preparou um material sobre cosméticos naturais para que vocês cuidem da saúde da pele com consciência ambiental:
No mundo contemporâneo, as empresas de higiene e beleza perceberam que atender à diversidade é a melhor forma para chegar à beleza, assegurar a jovialidade e proporcionar bem-estar.
Acompanhando essas novidades, a Rede Mundo Verde, cada dia mais, investe em cosméticos saudáveis – aqueles em cuja produção entram apenas fragrâncias e corantes naturais; e ingredientes de origem vegetal, sendo que nada de transgênicos, aditivos químicos, conservantes, derivados de petróleo. Isso sem falar naqueles obtidos através de sacrifícios e testes feitos em animais.
Hoje, além de uma alimentação equilibrada, as pessoas querem utilizar produtos cosméticos que reflitam saúde e bem-estar, seja pela pureza dos seus ingredientes ou pelo respeito ao meio ambiente.
É importante ressaltar que o que é aplicado na pele é absorvido pelo corpo, portanto, a qualidade é fundamental. Os produtos chamados naturais devem conter entre 5 e 70% de ingredientes orgânicos em sua formulação. Por isso ler as especificações na embalagem é importante.
O que mais caracteriza um cosmético ecologicamente correto é que, além de o produto não conter substâncias poluentes, este deve ter sido fabricado com matérias-primas certificadas oriundas de áreas extrativistas, não utilizando insumos de origem animal e nem deve ser testado em animais.
Os cosméticos verdes:
Não dilatam os poros, diminuindo as chances de acne.
Não ressecam a pele.
São considerados hipoalergênicos.
Ecologicamente corretos, pois respeitam o meio ambiente, não poluindo em nenhuma etapa de sua produção. Também não contêm nenhuma substância poluente em sua formulação.
Leia mais sobre os cosméticos ecológicos no site da Rede Mundo Verde.
Mande sua receita ou depoimento sustentável para blog@mundoverde.com.br e participe do Blog Mundo Verde!
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