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Thursday, March 11, 2010

Você conhece os selos de Certificação Ecológica?

Posted by Mundo Verde on 29 de janeiro de 2010

Recebemos da fundadora da Rede Mundo Verde, Isabel Antunes Joffe, uma dica de leitura sobre os selos de ceritificação ecológica.

O material completo pode ser acessado no Blog Ecodesenvolvimento. Reproduzimos aqui algumas partes para que vocês conheçam mais os diferentes tipos de selos e quais critérios de responsabilidade social e ambiental são avaliados para que um bem ou produto seja considerado “verde”.

ECOCERT: certifica produtos e serviços vegetarianos, produtos orgânicos e insumos.

O critério básico para receber o selo é um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos nos alimentos processados, já para ser garantido como um cosmético orgânico, o produto deve ter ao menos 95% de ingredientes vegetais e 95% destes ingredientes devem ser orgânicos certificados – no caso de cosméticos naturais, 50% dos insumos vegetais devem ser orgânicos. A certificação também pondera o comércio justo, o bem estar animal e a responsabilidade da empresa com o social e o meio ambiente.

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FSC – Forest Stewardship Council: certifica empreendimento ou produto florestal.

Verifica os cumprimentos de questões ambientais, econômicas e sociais em torno do produto. Por exemplo, se a sua origem do produto é um processo produtivo ecológica e socialmente responsável, se ele obedece às leis ambientais, se respeita os direitos dos povos indígenas e tem regularização fundiária.

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IBD – Instituto Biodinâmico: certifica Produtos de limpeza, cosméticos, alimentos e algodão orgânico.

A empresa brasileira desenvolve atividades de inspeção e certificação agropecuária, de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo (Fair Trade), além disso, a certificação sugere que a fabricação daquele produto obedece ao Código Florestal Brasileiro e às leis trabalhistas. Os produtos industrializados devem ter ao menos 95% de ingredientes orgânicos certificados – a água e o sal são desconsiderados nesse cálculo, tanto para cosméticos quanto para alimentos.

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LEED – Liderança em Energia e Design Ambiental: certifica edificações e construções.

O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema que estipula padrões para a construção civil se adequar à construção sustentável. O objetivo é incorporar e acelerar o uso de práticas benéficas tanto para a sociedade como para o meio ambiente em escala mundial. Desenvolvida pela consultora norte-americana USGBC (U. S. Green Building Council), a certificação sofre criticas por basear sua avaliação em projeções de consumo da construção, e não em dados reais.

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IMAFLORA – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola: certifica produtos agrícolas como frutas, café, cacau e chás.

Através do seu programa de certificação agrícola, o instituto é o representante brasileiro da Rede de Agricultura Sustentável (RAS) ou Sustainable Agriculture Network (SAN), que define critérios de desempenho ambiental, social e econômico para avaliar a produção agrícola – se os produtores respeitam a biodiversidade e os trabalhadores rurais envolvidos no processo.

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PROCEL: certifica equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos.

O selo Procel tem por objetivo indicar os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim a redução do consumo de energia elétrica. No processo de concessão do Selo Procel, a Eletrobrás conta com a parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro, executor do Programa Brasileiro de Etiquetagem-PBE, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia –ENCE.

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USDA – United States Department of Agriculture: certifica produção vegetal/animal ou projetos de extrativismo ou comercialização.

A certificação avalia se a produção ou o manejo está em conformidade com a Lei de Produção de Alimentos Orgânicos, estabelecida no território estadunidense. Apesar de ter em sua determinação algumas brechas (como a permissão de 20% da alimentação dos animais ser de fontes não orgânicas), a lei vigora o respeito critérios do plantio, como uma lista nacional de substâncias sintéticas aprovadas e regras para a importação de produtos equivalentes.

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Além de localizar esses selos nos produtos e bens que você consome, fique atento também às dicas de leitura de rótulos nutricionais, para saber se o alimento consumido está dentro dos padrões de nutrição necessários para uma vida saudável.

Pratique um consumo consciente!

Água: evitar o desperdício para o bem do planeta

Posted by Mundo Verde on 18 de novembro de 2009

Com a chegada das altas temperaturas e o verão que se aproxima existe um bem importantíssimo do nosso planeta que ganha papel central: a água. No calor do dia-a-dia, nada como uma garrafa de água gelada para hidratar. Bom também é chegar em casa e tomar uma ducha refrescante, ou aproveitar um banho de piscina no fim de semana. Mas é preciso estar alerta para os abusos no uso da água.

lavar rosto

Você também é responsável pela água do planeta.

A má utilização e o consumo descontrolado da água levam a população mundial a encarar a terrível previsão de escassez desse bem em anos futuros. Isso sem falar da impossibilidade de utilização da água nas indústrias, na agricultura… Pare para pensar por um instante e verá que praticamente tudo o que fazemos, em todos os âmbitos da vida, precisa de certa quantidade de água. Ela é responsável pelo equilíbrio dos ecossistemas e pela sobrevivência de todas as espécies de seres vivos do planeta.

O Dia Mundial da Água é celebrado em 22 de março e no ano de 2005 a Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou oficialmente a Década Internacional de Ação “Água para a Vida, 2005-2015”. Um resumo do documento “Movimento Gaia” pode ser visto aqui. O ano de 2009 já está no fim e o tempo passa rápido. Será que conseguiremos atingir as metas de redução do consumo?

Inspirados pelo Concurso Cultural “Declare seu Amor, nós do Blog Mundo Verde decidimos reunir algumas informações que podem ajudar você a iniciar uma rotina de consumo consciente dá água.

No portal Rede das Águas há uma lista com dez dicas para o uso social da água:

  1. No banho: Abra o chuveiro apenas para se molhar e enxaguar. Enquanto estiver se ensaboando, deixe o chuveiro desligado. O consumo cairá de 180 para 48 litros e a diminuição no consumo de energia elétrica também será visível. Banhos rápidos são sempre recomendados. Evite banhos de banheira, que podem gastar até 200 litros de água!
  2. Ao escovar os dentes: encha um copo de água e utilize  essa quantidade para enxaguar a boca. Assim você economiza cerca de 3 litros de água que iriam ralo abaixo com a torneira aberta.
  3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
  4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
  5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
  6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
  7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágüe tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
  8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. No verão, use mangueira com esguicho-revólver ou regador. Nunca deixe a torneira aberta com a água vazando pela mangueira.
  9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
  10. Na limpeza de quintal e calçada: USE VASSOURA – Se precisar utilize a água que sai do enxágüe da máquina de lavar.

O site do Instituto Akatu possui um fórum com dicas de internautas para a reutilização da água em casa. Vale a visita, e queremos iniciar também uma reflexão aqui no Blog Mundo Verde:

Quais são as SUAS dicas de diminuição do consumo e reutilização da água no dia-a-dia? Compartilhe com a gente a sua idéia e ajude-nos a declarar nosso amor pelo mundo!

Sites com mais informações sobre o consumo inteligente de água:

Aproveite para se inspirar nesse tema e mandar sua foto e frase de declaração ao Mundo para o Concurso Cultural “Declare seu amor”!

Mundo da Moda Verde

Posted by Mundo Verde on 26 de agosto de 2009

Na segunda parte do artigo de Isabela Antunes Joffe (leia aqui) conhecemos um pouco sobre as características de cada tipo de tecido alternativo ou sustentável para a produção de peças do vestuário.

Comprar sem esquecer de ser verde é uma atitude consciente

Comprar sem esquecer de ser verde é uma atitude consciente

Na parte final do artigo, Isabela destaca a importância da conscientização individual e da mudança de postura sobre a moda.

É possível produzir roupas tanto usando substâncias alternativas quanto nocivas à saúde. Mas o que realmente importa é uma nova postura,  promovendo a visibilidade do uso intensivo da natureza de forma manejada, com respeito e nobreza de espírito e ainda comprometida com o verde do nosso mundo! Consumir com consciência, doar, reciclar e reaproveitar.

A moda é passageira, mas o ato de vestir é constante, diário e transformador. Afinal de contas, chique é Ser Consciente!

As escolhas são muitas. Ser consciente é uma delas.

As escolhas são muitas. Ser consciente é uma delas.

Os tecidos devem cumprir a regulamentação estipulada pela associação de comércio de orgânicos da sua região ou por órgão regulador, no que diz respeito à produção, ao tingimento e ao manuseio das fibras. É importante que exibam seu certificado nas embalagens. Entre suas matérias-primas devem estar tecidos reciclados ou reutilizados, tecidos em algodão orgânico, couros alternativos, fibras naturais, tecelagem natural e látex natural da Amazônia.

Alerta dos especialistas

Nem sempre as roupas feitas de fibras alternativas podem ser consideradas “produtos sustentáveis”. Se o cultivo implicar em derrubada de florestas, envolver mão-de-obra infantil, explorar os trabalhadores (como acontece na indústria têxtil, especialmente na China), gerar desperdício, ou exigir muito combustível no transporte, os danos ambientais e sociais anulam os benefícios.

Por isso a sustentabilidade deve estar no processo de produção e consumo como um todo e não somente focado na seleção da matéria-prima.

Fique atento: tecidos orgânciso nem sempre são garantia de moda sustentável.

Fique atento: tecidos orgânicos nem sempre são garantia de moda sustentável.

Os tecidos orgânicos e sustentáveis podem requerer cuidado especial. Leia sempre as instruções de lavagem na etiqueta de cada produto. Embora muitos tecidos possam ser lavados a máquina, alguns requerem lavagem a mão. Utilize detergentes livres de fosfato e biodegradáveis e seque as roupas no varal para reduzir o consumo de energia.

Toda nação deve legislar em favor da natureza, dos animais e do meio-ambiente.

Para saber mais sobre esse assunto, dê uma olhada nos sites que Isabela utilizou como fonte de pesquisa para a redação do artigo (os três primeiros em inglês):


Este post faz parte da Blogagem Coletiva Meu Consumo é Consciente e incentiva a compra de artigos de moda sustentáveis e o consumo responsável. Antes de se entregar a uma liquidação e comprar sem pensar, reflita sobre os impactos do excesso de consumo no mundo, seja curioso, descubra de onde chegam os tecidos que você veste, quem são os trabalhadores das suas lojas preferidas e faça da Moda Verde seu jeito de ser chique e consciente!

Moda verde para um consumo consciente

Posted by Mundo Verde on 24 de agosto de 2009

A segunda-feira começou muito boa! O Blog Mundo Verde foi convidado para participar da Blogagem Coletiva Meu Consumo é Consciente, que vai mobilizar dezenas de blogueiros de hoje até dia 30, domingo. Muito obrigada à Cybele Meyer que nos fez o convite oficial!

Além disso, recebemos também o selo “Seu Blog é Viciante” do Blog O Único Planeta que temos! Amanhã vamos indicar nossos 10 blogs viciantes!

Hoje vamos iniciar nossa participação na Blogagem Coletiva falando mais sobre o consumo consciente na moda. É a continuação do artigo de Isabela Antunes Joffe que postamos na sexta-feira (leia a primeira parte aqui). Na segunda parte do artigo, Isabela apresenta algumas fibras ecológicas e fala sobre as características de cultivo e uso, confiram:

Algodão: O tecido  do algodão orgânico é confortável, saudável, antialérgico, fresco e flexível. Sua produção pode ser agroecológica (não certificado) e orgânica (certificado), além da tradicional, feita com o uso de pesticidas e inseticidas, que causam problemas tanto ao meio ambiente (poluição nos lençóis freáticos) quanto aos trabalhadores (doenças).

O modo como o algodão é cultivado garante seu consumo consciente

O modo como o algodão é cultivado garante seu consumo consciente

No cultivo do algodão orgânico, o campo deve estar livre dos aditivos químicos, no mínimo, durante três anos, antes de ganhar a certificação. Uma de suas vantagens sócio-ambientais é o fato de não passar pelo processo de branqueamento, não utilizando cloro.

Cânhamo: Uma fibra natural muito durável e que não requer pesticida, necessitando de pouca água para crescer. Por ser uma fonte renovável, os fazendeiros podem simplesmente espalhar as sementes  do cânhamo pelo chão e cultivá-lo ano após ano.

Exemplo de textura de cânhamo

Exemplo de textura de cânhamo

Normalmente suas fibras são misturadas com algodão e seda, devido à rigidez do cânhamo. Podem ser usadas em vestuário, cosméticos e papéis. A grande questão é que o cânhamo também é conhecido como a planta Cannabis, outro nome para maconha, tornando-se um assunto polêmico.

Juta: Planta cultivada na Amazônia por uma comunidade ribeirinha desde 1940.  Depende exclusivamente de água para se desenvolver, dispensando o uso de aditivos químicos. Seu cultivo para abastecer a sua produção gera emprego para habitantes das regiões ribeirinhas, que sobrevivem exclusivamente dos recursos gerados por essa lavoura, além de poderem preservar o seu folclore, com rituais de plantio e de colheita.

A primeira versão da sacola Mundo Consciente era feita de juta

A primeira versão da bolsa Mundo Consciente era de juta

Várias são as tonalidades criadas a partir do urucum, chá de macela, anileira, pau-brasil (de reflorestamento) e açafrão. Sua decomposição do produto no descarte é muito simples e fácil: A juta se desfaz em dois anos, enquanto o algodão leva 10 anos e o poliéster pode chegar a 100 anos. Também a tonalização com produtos naturais é muito mais eficiente na juta do que no algodão, pois suas cores ficam mais intensas e com mais brilho.

Seu preço possui um valor inferior a tecidos como o linho e a seda, oferecendo preço de mercado para o usuário. Essa fibra era normalmente usada na confecção de sacaria, portanto, considerada de pouco valor para a indústria têxtil.

Lã: Devido ao processo manual de cardagem, fiação e tecelagem e também por não usar pesticidas em pastos ou nos animais, esta lã possui um aspecto natural, rústico, artesanal e ecológica.

Novelos de lã

Lã ecologicamente correta é a escolha certa para o inverno

Ao contrário dos métodos tradicionais, também não é utilizado cloro para o clareamento da lã das ovelhas. Todo o tingimento é feito com plantas locais, evitando os corantes sintéticos e a conseqüente contaminação do lençol freático.

Não são empregados hormônios indutores do crescimento da lã. A quantidade de animais é limitada por área, evitando situações de estresse ás ovelhas.

A lã possui uma excelente capacidade térmica, produzindo calor mesmo quando molhada; suas fibras não se deformam quando encharcadas, conservando as micro-câmaras de ar de sua estrutura. Também absorve bem a umidade e a transpiração, como as fibras naturais em geral.

Cashmere: Lã fina e macia obtida a partir do pêlo de cabras da região da Caxemira, situada na Índia e no Paquistão, cujo fio pode ser usado puro ou misturado a outras lãs e tecidos.

Fique atento ao país de origem do cashmere que você compra

Fique atento ao país de origem do cashmere que você compra

Os Estados Unidos têm sido inundados por cashmere barato da China, que por seu processo de democratização acaba por desencadear uma série de conseqüências ambientais. O cashmere barato feito na China vem prejudicando as pastagens desse pais.

Os motivos são:

  1. Uma grande demanda causando um desequilíbrio ecológico.
  2. Na última década, a população de bodes produtores de cashmere da região de Alashan, na China, tem multiplicado de forma vertiginosa, acabando com as pastagens da região.
  3. Essa superpolução raspa os cascos pontudos no chão, gerando uma gigantesca nuvem de poeira que atravessa o Pacífico e polui a costa da Califórnia, provocando problemas respiratórios.

É hora de salvar as pastagens chinesas, boicotando o cashemere “made in China”. Diga “não” para a  exportação da pobreza para o resto do mundo.

Látex: Tecido da floresta, couro vegetal da Amazônia. Um produto que contribui para o desenvolvimento sustentável, à base de látex natural, extraído das seringueiras, aplicado sobre tecido. A fumaça, empregada antigamente durante a vulcanização, foi substituída pela secagem ao calor do sol, não afetando a saúde dos produtores.

Látex | Couro vegetal da Amazônia

Látex | Couro vegetal da Amazônia

Suas características estéticas são similares às do couro convencional. Artigos de vestuário, bolsas, mochilas, pastas e uniformes são confecionados a partir da junção do algodão e da borracha num processo que gera renda e reduz o desmatamento.

Linho: Tecido resistente, flexível, macio e fresco. O linho pode absorver umidade até 20% do seu peso seco, sem que isto seja perceptível ao toque. Tal poder de absorção faz com que se torne um isolante térmico natural, devido ao ar mantido entre suas fibras. A umidade fica presa nas fibras, longe do corpo, não permitindo a entrada do calor.

Tecido de linho

Tecido de linho

Pode ser usado em qualquer estação. No tempo quente, absorve umidade e repele o calor; no frio, retém o calor do corpo.

Previne problemas de pele por ter o PH balanceado, promovendo uma boa ventilação. Não deforma e nem é atacado pela traça.

Pet reciclado: Malha de muito boa qualidade, com valor social e ecológico agregado. Responsáveis por uma grande quantidade dos resíduos sólidos coletados no nosso país, as garrafas PET, feitas de um material de difícil decomposição, são retiradas do ambiente.

Por meio de recursos tecnológicos, a combinação destas fibras de poliéster – a partir de PET – com as de algodão permite a criação de uma malha resistente, com durabilidade e de cores sólidas idênticas ao poliéster tradicional.

Os uniformes do Mundo Verde são feitos de pet reciclado

Os uniformes do Mundo Verde são feitos de pet reciclado

Algumas pesquisas têm revelado que o impacto ambiental da confecção de tecido reciclado é menor que quando se usa fibras virgens. A economia de energia na produção reciclada é de 76% e a redução de emissões de CO2 é de 71%.

A coleta e seleção de recicláveis também favorecem mais de 250 mil catadores, transformando-se em fonte de renda para pessoas menos favorecidas.

Seda: Um material nobre e milenar na indústria da moda. Possui transparência, maciez, fluidez, leveza, brilho e conforto, mesmo quando desenvolvidos de modo artesanal e rústico. Em dias quentes a seda ajuda a esfriar a pele através da evaporação e, em dias frios, mantém o corpo seco e aquecido. Adequada a todas as estações e não provoca irritações de pele.

Seda: tecido nobre que também pode ser ecologicamente correto

Seda: tecido nobre que também pode ser ecologicamente correto

Obtida a partir dos casulos do bicho-da-seda por meio de um processo de sericicultura. A fibra de seda natural é um filamento contínuo da proteína, produzido pelas lagartas de alguns tipos de mariposa, que expelem, através das glândulas, o líquido da seda (a fibroína) envolvido por uma goma (a sericina), solidificando-se imediatamente quando em contato com o ar.

As suas fibras possuem uma resistência limitada ao uso. Perde solidez com a luz do sol e a transpiração. Resiste mal às traças, insetos, etc. Apesar de secar rápido, exige cuidados na lavagem e tratamento, pois não gosta de ácidos e bases (ácidos acéticos ou vinagre e produtos químicos).

Patchwork: Um quebra-cabeça de retalhos coloridos formando detalhes geométricos. A transformação de tecidos e a utilização do Pachwork (em inglês, significa trabalhar com retalhos) é uma técnica de reaproveitamento dos materiais têxteis em produtos de moda e uma alternativa em prol da ecologia.

Retalhos para uma moda consciente

Retalhos para uma moda consciente

Consiste em unir pedaços de tecidos de diferentes cores e padrões costurando-os de forma que o resultado final assemelha-se a um mosaico.  Sem regra para determinar o tipo de desenho formado, os vários motivos existentes variam conforme o momento histórico de cada povo e da expressão pessoal do artesão.

Esta técnica milenar – reaproveitamento de tecido velho -  diminuiu consideravelmente  com o surgimento da tecelagem industrial. Em épocas onde os tecidos eram bens muito valiosos, as classes ricas utilizavam-na para criar obras de arte, tanto para a indumentária de faraós e reis como para adornos dos palácios. Já nas classes pobres, o Patchwork serviu como forma de reaproveitamento dos restos de roupas velhas para a transformação em novas roupas ou mesmo utilitários para o lar. Yves Saint Laurent é um estilista que passou a utilizar esta técnica em suas luxuosas peças criadas nos padrões da alta-costura.